Figurando aquele momento infantil,
O contrário da Roda de Newton,
O sonho holístico representado
Na mente protoprática infame infante.
Peguei o vermelho
Joguei grossa camada
De tinta à bolonhesa;
Azul claro denso
Da piscina lá de casa;
Verde musgo
Da bandeira do Brasil;
Amarelo do sol sorrindo;
Roxo Fanta uva
E mais duas ou três cores do alfabeto
(a de amor, b de baunilha, c de carmesim).
A beleza aparecia, sem dúvidas, na minha cabeça.
E o verdelimãorosamaravilha, projeto da unidade do mundo,
Devagarinho provava-se menos que sonho.
Vermelho Verde musgo marrom CINZA!
Feito peça russa! Aos 7 anos!
Educação artística eles chamam!
O devaneio da plenitude se desvanece em uma manhã colegial qualquer.
E volta na maturidade como metáfora da vida.
sábado, 1 de maio de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sábado, 19 de dezembro de 2009
Três vivas ao nosso grande empreendimento humano - À um mundo mais fofo e (areia) movediço
deve-se deixar tudo que é belo
antes que seja pensável
que esse algo se envileça
a efemeridade da beleza
como transporte na vida.
compulsório a quem tem pernas,
reais.
A felicidade estável, duradoura
E principalmente a ilusão dela
São os primeiros, talvez até derradeiros
sinais da acomodação.
O eterno retorno vivido na repetição vista como igual. Agradavelmente igual, brisa de verão na casa de praia. Aconchego no coração, amor de mãe e toda sexta feira a epifânica novidade de um cheiro novo saindo da cozinha.
Toca piano mecânico, que em ti descobriremos máquina!
Cartão perfurado: matriz do funcionamento.
Moinho numérico, triturador do invisível,
Quando te desdobrarão feito tapete vermelho?
Sim, quando?! E junto estarão os decepados membros
Que sacrificaram o sangue que te tinge?
Assim, “noite dos mortos vivos”, saindo da terra!
Promessa sangácida de decisões melhor tomadas, progresso e bauxita.
Levanta-te agora dessa poltrona gigante! Sim dessas mesmas onde o pé não encosta no chão.
Não sentes o couro dela nas tuas costas? Não vê que cheio de suor conquistado tu a ela te gruda?
antes que seja pensável
que esse algo se envileça
a efemeridade da beleza
como transporte na vida.
compulsório a quem tem pernas,
reais.
A felicidade estável, duradoura
E principalmente a ilusão dela
São os primeiros, talvez até derradeiros
sinais da acomodação.
O eterno retorno vivido na repetição vista como igual. Agradavelmente igual, brisa de verão na casa de praia. Aconchego no coração, amor de mãe e toda sexta feira a epifânica novidade de um cheiro novo saindo da cozinha.
Toca piano mecânico, que em ti descobriremos máquina!
Cartão perfurado: matriz do funcionamento.
Moinho numérico, triturador do invisível,
Quando te desdobrarão feito tapete vermelho?
Sim, quando?! E junto estarão os decepados membros
Que sacrificaram o sangue que te tinge?
Assim, “noite dos mortos vivos”, saindo da terra!
Promessa sangácida de decisões melhor tomadas, progresso e bauxita.
Levanta-te agora dessa poltrona gigante! Sim dessas mesmas onde o pé não encosta no chão.
Não sentes o couro dela nas tuas costas? Não vê que cheio de suor conquistado tu a ela te gruda?
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Eu queria ser uma nota de dólar
Ou uma cifrabit que representa essa nota.
Ou milhares delas, sim Milhares!!!
Ser uma forte torrente límpida da China a Londres
E depois a Tókio no mesmo dia.
Para ao entardecer (qual deles?)
Dormir tranqüilo na floresta verde
Dos confortáveis Chips/Cofres
De Manhattan.
Não me pediriam visto nem passaporte.
Nem perguntariam mais
Quem são meus pais.
Eu faria as pessoas felizes por poucos instantes
E quando fosse embora
Veria com um sorriso de diretor
O sorriso delas se esvair.
Seria cidadão do mundo,
Nunca vagabundo nem imundo.
Quase um anjo,
Podendo quase tudo fazer
Mas nunca escolher.
Teria uma linda aureola dourada
E fotos dos mais fortes líderes do planeta.
Ninguém me diria sem classe,
Muito menos pobre.
Ou uma cifrabit que representa essa nota.
Ou milhares delas, sim Milhares!!!
Ser uma forte torrente límpida da China a Londres
E depois a Tókio no mesmo dia.
Para ao entardecer (qual deles?)
Dormir tranqüilo na floresta verde
Dos confortáveis Chips/Cofres
De Manhattan.
Não me pediriam visto nem passaporte.
Nem perguntariam mais
Quem são meus pais.
Eu faria as pessoas felizes por poucos instantes
E quando fosse embora
Veria com um sorriso de diretor
O sorriso delas se esvair.
Seria cidadão do mundo,
Nunca vagabundo nem imundo.
Quase um anjo,
Podendo quase tudo fazer
Mas nunca escolher.
Teria uma linda aureola dourada
E fotos dos mais fortes líderes do planeta.
Ninguém me diria sem classe,
Muito menos pobre.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ser bem entendido é sempre um risco. Mais fácil rodear, encher de metáforas, omissões, no-senses. O risco de dizer exatamente o que se quer dizer, ser totalmente entendido e o Outro simplismente responder, isso é tosco, simples demais, aí não tem nada de novo.
Não, prefiro as metáforas elaboradas, falar das profundezas(?) da minha alma(?) que ninguém conhece, nem eu, então ninguém pode criticar, a não ser eu, que posso fingir conhece-la.
E continuo com medo de pegar o toro à unha.
Não, prefiro as metáforas elaboradas, falar das profundezas(?) da minha alma(?) que ninguém conhece, nem eu, então ninguém pode criticar, a não ser eu, que posso fingir conhece-la.
E continuo com medo de pegar o toro à unha.
terça-feira, 2 de junho de 2009
poema semi-hippie do ano da ultima copa
Obscenidades de metal, concreto e cor
Formando um novo céu de pastilhas de cerâmica.
Pirâmide humana de galhos quebradiços
E de um tronco lógico e dispensável
Um polvo infinito de fios e
Um mar denso de ondas magnéticas
São os fracos e lúgubres canais
Que ligam esses cabecorações
O esperançoso malabarista palhaço
Tenta percorrer essa distância inconsistente
Por uma corda bamba eletrificada
Ventos fortes de medo, ódio e saudável inveja
Sopram das janelas por onde o ar e o sol um dia entraram
E o paladino do alvorecer
Cai à luz de um crepúsculo cinza
Logo uma gelatina transparente arco-íris
Se espalha pelo cruzamentos
Mas se dissolve a tempo
De nenhum perito examiná-la
Formando um novo céu de pastilhas de cerâmica.
Pirâmide humana de galhos quebradiços
E de um tronco lógico e dispensável
Um polvo infinito de fios e
Um mar denso de ondas magnéticas
São os fracos e lúgubres canais
Que ligam esses cabecorações
O esperançoso malabarista palhaço
Tenta percorrer essa distância inconsistente
Por uma corda bamba eletrificada
Ventos fortes de medo, ódio e saudável inveja
Sopram das janelas por onde o ar e o sol um dia entraram
E o paladino do alvorecer
Cai à luz de um crepúsculo cinza
Logo uma gelatina transparente arco-íris
Se espalha pelo cruzamentos
Mas se dissolve a tempo
De nenhum perito examiná-la
domingo, 26 de abril de 2009
E para sempre espero
Que o céu chegue mais perto
Trazendo a solução que quero,
Estrelas lúcidas como em um deserto.
E que então as árvores
Se entrelacem com os prédios
Juntando o sagrado e o néscio.
E a pressavenida será invadida pelos mares.
E como costura esse tear
Se o messias caiu em desuso?
Se para a solução chegar
De imaginação impossível abuso?
Talvez seja tudo um sonho vazio
E só me restem mulher deselegantes
Para esquecer que não haverá rio
Em um vale outrora pulsante.
(ou)
Talvez seja tudo um sonho vazio
Não exista cobertor do tamanho do meu frio.
Que o céu chegue mais perto
Trazendo a solução que quero,
Estrelas lúcidas como em um deserto.
E que então as árvores
Se entrelacem com os prédios
Juntando o sagrado e o néscio.
E a pressavenida será invadida pelos mares.
E como costura esse tear
Se o messias caiu em desuso?
Se para a solução chegar
De imaginação impossível abuso?
Talvez seja tudo um sonho vazio
E só me restem mulher deselegantes
Para esquecer que não haverá rio
Em um vale outrora pulsante.
(ou)
Talvez seja tudo um sonho vazio
Não exista cobertor do tamanho do meu frio.
terça-feira, 7 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
as coisas aqui em casa funcionam mais ou menos assim. Quase todas as notícias diárias do mundo que chegam a mim vêm pela Zero Hora. Não por ser um jornal particularmente bom, pelo simples motivo que todas as manhãs ela está sobre minha mesa.
Começo lendo pelos Esportes.. Mundo. Segundo Caderno.Brasil. Economia. País. Polícia etc...
Eu leio ela somente quando vo caga, fezes, número 2. Então a quantidade de informações que eu recebo do mundo está diretamente ligada ao funcionamento do meu intestino. Talvez se eu não estivesse com prisão de ventre na semana que o Obama foi eleito minha visão sobre ele seria de mais um paladino-charlatão. Também não saberia do último assasinato em Alvorada. enfim, pra quem ainda acredita em objetivismo.(não) ta aí.
Começo lendo pelos Esportes.. Mundo. Segundo Caderno.Brasil. Economia. País. Polícia etc...
Eu leio ela somente quando vo caga, fezes, número 2. Então a quantidade de informações que eu recebo do mundo está diretamente ligada ao funcionamento do meu intestino. Talvez se eu não estivesse com prisão de ventre na semana que o Obama foi eleito minha visão sobre ele seria de mais um paladino-charlatão. Também não saberia do último assasinato em Alvorada. enfim, pra quem ainda acredita em objetivismo.(não) ta aí.
Eu quero tudo outro
Eu quero eu-outro
Eu quero ter a mentalidade de uma meninha de 15 anos
Que ainda acha corretamente
Que a vida (ávida) é uma brincadeira
E vê que escolher entre veredas teoricamente decisivas
É igual a trocar o caminho em um passeio de bicicleta matinal
Ah! ainda é bom poder olhar o céu
E ver o quão pequenas são nossa escolhas
Eu quero eu-outro
Eu quero ter a mentalidade de uma meninha de 15 anos
Que ainda acha corretamente
Que a vida (ávida) é uma brincadeira
E vê que escolher entre veredas teoricamente decisivas
É igual a trocar o caminho em um passeio de bicicleta matinal
Ah! ainda é bom poder olhar o céu
E ver o quão pequenas são nossa escolhas
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A genialidade nunca deve ser esquecida
Ainda mais em tempos em que
Falsos potros românticos
Tomam o lugar de quem sente a verdade
Me sinto fraco
Perante méritos que não entendo
Frente a uma vida-roleta
Porém, parece-me que a beleza
Reside no que não lutamos
Nem merecemos
Como achar algo real em um sebo
Ou entender o que vemos
Com olhos voltados para dentro,
A surpresa do bronzeado ao entardecer
E do livro que ela carrega na mão
No fim a única diversão
É o jogo de linguagem
A busca de sentido no que nunca terá
E as belas metáforas mortais que daí surgem
A loteria da babilônia me diz muito mais
Do que um suado carro novo
Do que o sujo cheiro de couro sintético
Que custa metade de uma vida
E aniquila a patafísica da sorte
Ainda mais em tempos em que
Falsos potros românticos
Tomam o lugar de quem sente a verdade
Me sinto fraco
Perante méritos que não entendo
Frente a uma vida-roleta
Porém, parece-me que a beleza
Reside no que não lutamos
Nem merecemos
Como achar algo real em um sebo
Ou entender o que vemos
Com olhos voltados para dentro,
A surpresa do bronzeado ao entardecer
E do livro que ela carrega na mão
No fim a única diversão
É o jogo de linguagem
A busca de sentido no que nunca terá
E as belas metáforas mortais que daí surgem
A loteria da babilônia me diz muito mais
Do que um suado carro novo
Do que o sujo cheiro de couro sintético
Que custa metade de uma vida
E aniquila a patafísica da sorte
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Marasmo indefinido
Que impede qualquer ação.
Luz e vento que acabam
Com qualquer impulso de movimento
O contentamento com o simples
Simplesmente desagradável
Simplesmente parado
Simples simplesmente.
Essa frugal força,
Imensamente quente e cansada,
Paralisa o meu corpo
E destroça minha mente.
Um imenso desvario,
O zero absoluto.
O ponto onde tudo permanece:
O prazer sem fricção
Parece que lutar é trair-me
Qualquer abalo a paz desarmônica,
Algum desejo fora à constância
Tornam-se atos de um perdedor.
Nada mais santo e supremo
Que a redentora proposta
De uma vida sem atos
Onde nada podemos mudar
Então queremos nada mudar
Que impede qualquer ação.
Luz e vento que acabam
Com qualquer impulso de movimento
O contentamento com o simples
Simplesmente desagradável
Simplesmente parado
Simples simplesmente.
Essa frugal força,
Imensamente quente e cansada,
Paralisa o meu corpo
E destroça minha mente.
Um imenso desvario,
O zero absoluto.
O ponto onde tudo permanece:
O prazer sem fricção
Parece que lutar é trair-me
Qualquer abalo a paz desarmônica,
Algum desejo fora à constância
Tornam-se atos de um perdedor.
Nada mais santo e supremo
Que a redentora proposta
De uma vida sem atos
Onde nada podemos mudar
Então queremos nada mudar
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
luta-CAMinho
Começa mais um estágio da luta
Luta diária contra o sono
O sono que abate, que assusta
O sono que mata, mata a vontade de vida.
E ele é forte e vem de mansinho
Não tem horário nem respeito.
Vidro fosco, intransponível,
Se põe frente aos meus olhos
E enrijece o caminho do pensar.
Salto mortal, salto moral
Parado, quando não?
Costuro o céu e o sul
Mas quando ele deixa
Já perdeu o azul.
Nunca sabemos o quanto estamos sós
Nem se um dia não o estaremos.
Vem sonho-queimada.
Torna-te minha realidade!!!
Talvez em ti encontre uma
Em que possa estar acordado.
Nela a melancolia será de seda
E fará carinhos no meu corpo,
Enquanto cego-branco
Sentirei cada gota de chuva.
Luta diária contra o sono
O sono que abate, que assusta
O sono que mata, mata a vontade de vida.
E ele é forte e vem de mansinho
Não tem horário nem respeito.
Vidro fosco, intransponível,
Se põe frente aos meus olhos
E enrijece o caminho do pensar.
Salto mortal, salto moral
Parado, quando não?
Costuro o céu e o sul
Mas quando ele deixa
Já perdeu o azul.
Nunca sabemos o quanto estamos sós
Nem se um dia não o estaremos.
Vem sonho-queimada.
Torna-te minha realidade!!!
Talvez em ti encontre uma
Em que possa estar acordado.
Nela a melancolia será de seda
E fará carinhos no meu corpo,
Enquanto cego-branco
Sentirei cada gota de chuva.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Quando a palavra espirra da boca
Como o instante antes do estourar da champanha
Ou o em que dispararam em Francisco Ferdinando.
Do último suspiro antes do gozo
Ou o penúltimo respiro antes de saltar pela janela.
É daí que sai a poesia, de alguma forma...
Daí, de mim e de tudo que engulo:
De boca aberta e sem enzimas suficientes.
Foda-se!
Não quero nada que ao ser servido não transborde
Pois o transbordar é o sujeito
A causa e não o efeito.
Quando a carne é excessivamente tenra
Ou flácida.
Aí se articulam e empuleram as teorias
Como bebês vendados em busca de um seio qualquer.
Seio da vida que os alimenta,
Para depois vomitarem tudo em palavras.
Aí que nasce, só aí que existe a poesia.
Agora não.
Agora só ânsia de paixão.
E sobra rincão para tão pouca canção.
Melhor parar aqui....pois hoje é dia-não.
Como o instante antes do estourar da champanha
Ou o em que dispararam em Francisco Ferdinando.
Do último suspiro antes do gozo
Ou o penúltimo respiro antes de saltar pela janela.
É daí que sai a poesia, de alguma forma...
Daí, de mim e de tudo que engulo:
De boca aberta e sem enzimas suficientes.
Foda-se!
Não quero nada que ao ser servido não transborde
Pois o transbordar é o sujeito
A causa e não o efeito.
Quando a carne é excessivamente tenra
Ou flácida.
Aí se articulam e empuleram as teorias
Como bebês vendados em busca de um seio qualquer.
Seio da vida que os alimenta,
Para depois vomitarem tudo em palavras.
Aí que nasce, só aí que existe a poesia.
Agora não.
Agora só ânsia de paixão.
E sobra rincão para tão pouca canção.
Melhor parar aqui....pois hoje é dia-não.
mente confusa
É forte o corte,
Se perde o norte.
É dura a cura,
Mas a bússola desregula.
Minha mente é como um tigre
Que sempre escapa das redes.
Bolinhas se batem em paredes giratórias.
E quando tudo parece um lago calmo
Sempre um barco a motor surge do fundo.
Meu passo é como uma ponte,
Mas as vezes ando em círculos.
De que serve uma ponte circular
A não ser para os tolos admirarem?
Com a alma presa em um ventilador
Tento desesperado me manter no centro,
Mas é quase inevitável que ele esteja no máximo
E eu em uma perdida e mundana praça,
Com vento forte em meu cabelo.
Se perde o norte.
É dura a cura,
Mas a bússola desregula.
Minha mente é como um tigre
Que sempre escapa das redes.
Bolinhas se batem em paredes giratórias.
E quando tudo parece um lago calmo
Sempre um barco a motor surge do fundo.
Meu passo é como uma ponte,
Mas as vezes ando em círculos.
De que serve uma ponte circular
A não ser para os tolos admirarem?
Com a alma presa em um ventilador
Tento desesperado me manter no centro,
Mas é quase inevitável que ele esteja no máximo
E eu em uma perdida e mundana praça,
Com vento forte em meu cabelo.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Arrumando o Quarto
Odor da infância
Suave fragrância
Que remete a constância
De alguns desejos
Antiga melancolia
Da solidão: tarde chuvosa.
Lembrança que exitosa
Ainda me faz companhia
Cartões de parentes desconhecidos
Feitos de palavras agora murchas
Músicas ruins e curtas.
Diplomas de cursos:
Começos de percursos abandonados.
Felicidades simples, intangíveis
Brilhos românticos na teia da neurose
Mas em meio a isso
Algo vingou,
Porque aqui continuo
Mesmo que incapaz
De derramar nenhuma lágrima.
Suave fragrância
Que remete a constância
De alguns desejos
Antiga melancolia
Da solidão: tarde chuvosa.
Lembrança que exitosa
Ainda me faz companhia
Cartões de parentes desconhecidos
Feitos de palavras agora murchas
Músicas ruins e curtas.
Diplomas de cursos:
Começos de percursos abandonados.
Felicidades simples, intangíveis
Brilhos românticos na teia da neurose
Mas em meio a isso
Algo vingou,
Porque aqui continuo
Mesmo que incapaz
De derramar nenhuma lágrima.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
por uma nova utopia
Estou no meio do caminho.
Vejam bem, meio do caminho
Não o caminho do meio,
A síntese perfeita.
Não, no meio do caminho!
Sim, sei que estamos sempre
No meio do caminho.
Mas especialmente agora estou
Mais no meio do caminho
Do que nunca estive.
Pérola cinza quase fosca,
Sombra fraca do que já fui.
Primeiros milésimos do big-bang
Do vir-a-ser, de um futuro
Com menos adjetivos, se possível.
As grades nos prédios
Tornam-se grades internas
E não vemos que todos estamos
No meio do caminho.
Tudo está no meio do caminho
Neste instante especialmente.
O muro que caiu lá longe, lá fora
Parece que agora cai por dentro.
E vemos que os dois lados não iam a lugar nenhum.
Repentinamente sabemos
Que conceitos mal definidos de nada servem
Senão para justificar atrocidades.
Notamos agora que elas são nossos pais.
Mas algo se ensaia, quase mudo
Pintado nos novos muros,
Fazendo furos que não se sabe
Muito bem como aparecem.
A esperança não morreu,
Agora é melancólica,
Mas logo será um pouco eufórica.
E desorganizados e perdidos,
Cantaremos sozinhos hinos!
E de repente num instante
Todos colidiremos
No cume de um monte
Macio ele, nós.... macios.
Vejam bem, meio do caminho
Não o caminho do meio,
A síntese perfeita.
Não, no meio do caminho!
Sim, sei que estamos sempre
No meio do caminho.
Mas especialmente agora estou
Mais no meio do caminho
Do que nunca estive.
Pérola cinza quase fosca,
Sombra fraca do que já fui.
Primeiros milésimos do big-bang
Do vir-a-ser, de um futuro
Com menos adjetivos, se possível.
As grades nos prédios
Tornam-se grades internas
E não vemos que todos estamos
No meio do caminho.
Tudo está no meio do caminho
Neste instante especialmente.
O muro que caiu lá longe, lá fora
Parece que agora cai por dentro.
E vemos que os dois lados não iam a lugar nenhum.
Repentinamente sabemos
Que conceitos mal definidos de nada servem
Senão para justificar atrocidades.
Notamos agora que elas são nossos pais.
Mas algo se ensaia, quase mudo
Pintado nos novos muros,
Fazendo furos que não se sabe
Muito bem como aparecem.
A esperança não morreu,
Agora é melancólica,
Mas logo será um pouco eufórica.
E desorganizados e perdidos,
Cantaremos sozinhos hinos!
E de repente num instante
Todos colidiremos
No cume de um monte
Macio ele, nós.... macios.
domingo, 21 de setembro de 2008
plágio da memória (ou memórias de um plágio)
passamos tempo demais com a nossa cabeça em outro lugar...
sempre preocupados, pós ocupados...
aí a vida passa e não vemos nada..
estar relaxado e atento, como um animal que passa o dia esperando a presa é a nossa oportunidade de nos libertarmos dos amortecedores que rodeiam o nosso corpo...
e a presa se a fortuna e a virtude contribuírem será de um sabor inexistente nesse mundo, só tocável com pincel ou com pedaços de unhas cortadas há muito tempo esquecidas debaixo do sofá, ou entre nossos dentes...
Escute os pássaros!!! eles estão gritando... aqui e agora!!!!! AQUI E AGORA!!!!
mas é evidente que a saudade é inevitável....
sempre preocupados, pós ocupados...
aí a vida passa e não vemos nada..
estar relaxado e atento, como um animal que passa o dia esperando a presa é a nossa oportunidade de nos libertarmos dos amortecedores que rodeiam o nosso corpo...
e a presa se a fortuna e a virtude contribuírem será de um sabor inexistente nesse mundo, só tocável com pincel ou com pedaços de unhas cortadas há muito tempo esquecidas debaixo do sofá, ou entre nossos dentes...
Escute os pássaros!!! eles estão gritando... aqui e agora!!!!! AQUI E AGORA!!!!
mas é evidente que a saudade é inevitável....
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